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Viagens para premiar e motivar os funcionários

By 12 de fevereiro de 2014 No Comments

Mais empresas criam programas de estimulo que levam profissionais a conhecerem lugares dentro e fora do país.

 

Jantar na Muralha da China, fazer um rally no deserto, pilotar um carro de Fórmula 1 e visitar os parques da Disney. Coisas que só podem ser feitas durante as férias, certo? Nem tanto. Tem crescido a aposta das empresas nas chamadas viagens de incentivo, que premiam funcionários que se destacam, batem metas ou completam muitos anos de casa. A meta é motivar e proporcionar ao empregado experiências que o conectem mais à companhia. – Esse mercado cresce porque mais empresas percebem que precisam fidelizar seus clientes e seus colaboradores – afirma Silvio Sallowicz, diretor do Grupo GPSS, cuja empresa Duo Turismo organiza pacotes para companhias como Garoto, Nestlé, Arnanco e Banha.
 
Na Alterdata, há cinco anos existe a premiação para funcionários que trabalham há mais tempo na companhia de softwares: quem completa dez anos ganha um fim de semana num resort, quem faz 15 anos é levado para um cruzeiro e, com 20 anos, o funcionário visita Buenos Aires, sempre com a família.
 
– Pensamos em fazer uma premiação em dinheiro, mas queríamos algo que fosse lembrado por ele e pela família. E viagens nunca serão esquecidas – diz Ladmir Carvalho, diretor executivo da Alterdata, que recentemente premiou Wilson Alves, gerente da empresa em Goiânia, com um cruzeiro com a mulher e as filhas.
 
Diretor do Grupo GPSS, Silvio Sallowicz diz que a família ajuda também na motivação do funcionário, quando a premiação está atrelada ao cumprimento de metas e resultados: – Como 95% das viagens de incentivo têm direito a acompanhante, essa pessoa é importante na campanha, porque incentiva o marido ou a mulher, que vai se beneficiar também.

 

Disney, Dubai e Turquia entre outros destinos

 

Fábio Cardoso, gerente comercial da seguradora Mongeral Aegon, já havia ganhado uma viagem para o Chile, em 2008, e no ano passado foi contemplado para conhecer Dubai, para onde foi com a mulher, Carla Andrade.
 
– Eu brincava que ganharia a campanha, que tem um grande significado para os funcionários, para mim; e a viagem, para ela – conta Cardoso, que fez um rally no deserto e visitou um dos prédios mais altos do mundo.
 
Para Osmar Navarini, diretor comercial da Mongeral, essa política é fundamental para manter a equipe animada. – Pra fazer a venda de um produto tão intangível como um seguro, o profissional tem que estar muito motivado, e encontramos na viagem o melhor mecanismo para isso – frisa Navarini. Na rede de supermercados Superprix, o benefício começou no ano passado, depois de uma campanha que levou cinco clientes à Disney. – Para empolgar os funcionários, também ampliamos esse benefício a eles, e o setor de compras foi contemplado. As profissionais que conseguiram alcançar suas metas foram presenteadas – conta Cynthia Vale, gerente de marketing do Super Prix. Barbara Windson e Greice Sá Ribeiro viajaram juntas para conhecer os parques nos Estados Unidos. – Foi um sonho que não sei se teria condições de realizar. A premiação foi, além de muito motivacional, um reconhecimento profissional e pessoal que interfere diretamente na minha dedicação pela empresa. Voltei mais leve e renovada – relata Barbara. Os Estados Unidos também foram o destino do programador visual da Niely Cosméticos, André Luiz Barbosa, que estava de férias quando recebeu uma ligação avisando do prêmio. – Minha gerente me disse: “Você vai para las Vegas”. É um prêmio que serve como incentivo, valorização pessoal e profissional – afirma André Luiz. Sócio-fundador da Auguri, distribuidora de alimentos, Eduardo Pieroni já conheceu Las Vegas, Dubai e a Turquia por conta de campanhas de incentivo -nesse caso, das empresas para as quais trabalha como distribuidor.
 
– Acho que é muito mais motivador do que se fosse um prêmio em dinheiro – ressalta Eduardo Pieroni, que sempre leva a mãe para as viagens. Paulo Cesar Garcia, CEO do Hotelli Corporate, portal especializado em reservas Last minute, lembra que esse tipo de política deve estar associado ao bom desempenho do profissional. – A premiação tem de ter, como foco, algum sucesso alcançado pelo funcionário, sob risco de perder a sua efetividade, caso seja usada para pessoas que não estão apresentando desempenho suficiente para recebê-la.

 

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