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Tática para levantar a taça

By 30 de julho de 2014 No Comments

Organização, planejamento, formação da equipe… Essas são algumas das estratégias que as empresas podem (ou devem) se espelhar na Alemanha para fazer delas também uma seleção campeã
 
A Copa do Mundo acabou há pouco tempo, mas ainda muito se fala sobre seu legado. Entre os assuntos mais discutidos, com certeza, estão os desempenhos das seleções brasileira e alemã. A primeira, por estar sediando o evento, esperava-se que seria a campeã e traria alegria aos torcedores donos da casa, mas foi visto que faltou preparo, organização, entrosamento, sem contar os desfalques que surgiram durante os jogos. Ou seja, deixou a desejar. Em compensação o outro time, desde o começo, provou que os anos de preparo não foram em vão. Eles passaram por duas Copas, para enfim conquistar o prêmio máximo. Talvez, tenha demorado mais do que queriam, mas o planejamento se mostrou eficiente. Agora, mais do que apontar críticas, é o momento de perceber o que se pode aprender com o Mundial e os times participantes. Inclusive, para o mundo corporativo.
 
Imagine uma empresa como uma seleção. Sua taça será o sucesso no mercado de trabalho e, consequentemente, reconhecimento dos clientes. Para isso, será preciso que crie táticas de jogo e estratégias para se mostrar a mais competente. Como qualquer outro time, o primeiro passo é a formação de seus componentes. Começando pela comissão técnica, a empresa precisa saber escolher seus gestores, de forma que tenham relação com o seu perfil. “Um diretor ou um gerente deve ser bem escolhido e deve saber contratar muito bem também, pois se contratar mal será o responsável pelas consequências e resultados, tanto positivos como negativos”, explica Sérgio de Souza Carvalho Jr, diretor de marketing, TI & CRM/SAC da 5àSec. Em seguida, vem a formação dos jogadores em si, Sérgio afirma que mais do que procurar por profissionais qualificados, é importante que a empresa esteja atenta aos jogadores de base. O que quer dizer, ser um formador de seus próprios funcionários, por meio de treinamentos e capacitações.
 
 Toda equipe tem o seu craque, o da empresa é o planejamento. Seja ele em longo ou curto prazo, planejar é um passo essencial para qualquer negócio, etapa esta que deve ser a primeira e a mais importante a ser elaborada. “Existem diversos tipos de planejamento, mas as empresas precisam olhar sempre para o futuro. E o futuro não são os próximos meses e sim, os próximos anos. Não por acaso, que grandes empresas fazem planejamento sempre pensando nos próximos cinco ou 10 anos, pois uma ação feita no presente interfere diretamente no futuro”, ressalta Alexandre Slivnik, especialista na área de recursos humanos e treinamento e sócio-diretor do Idepro, Instituto de Desenvolvimento Profissional.
 
Com a sua seleção formada, chega o momento de escalar os pilares mais importantes e a estratégia que melhor se encaixa para chegar à vitória. Para isso, basta uma tática: organização. Por meio dela é possível ter noção onde estão os pontos fracos e fortes, quem exerce melhor determinada função e como reagir a momentos inesperados. “Com organização será muito mais fácil atender as demandas de trabalho e direcionar a demanda. Em relação ao mercado e ao cliente, a empresa se mostrará mais assertiva”, aponta Ricardo Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting. “Por outro lado, quando falta ou se tem problemas com uma peça primordial, tem-se o caos na organização.” Faz parte da organização, ainda, o levantamento de dados e criação de indicadores. “A empresa tem que medir tudo e não confiar na sensibilidade. Saber quantos clientes estão abertos, quantos estão felizes ou não, ter números em todos os cantos da companhia. Com isso, gera ações muito mais certeiras. Quando você depende de sensibilidade, fica muito mais difícil de acertar e fazer a empresa crescer”, declara Ladmir Carvalho, presidente da Alterdata.
 
Ao final, é voltar para a torcida. Pensar no cliente, saber ouvi-lo, entender e atender o que deseja é essencial. É por meio dele que a empresa conseguirá marcar o seu gol. “O cliente é um torcedor da marca, ele fala bem, defende e até briga por ela. Uma equipe bem treinada faz um bom serviço e transmite uma imagem positiva para seus torcedores.”, explica Carvalho, da 5àSec. “Às vezes, a torcida tem mais razão do que a comissão técnica, porque estão de fora e enxergam o jogo de uma forma diferente. A visão do alto das arquibancadas é bem diferente, é mais abrangente do que a visão à beira do gramado”, finaliza.
 
Veja quais são as principais jogadas que uma empresa deve ter para chegar ao gol:
 
– Experiência dos cargos altos. Mais do que um currículo com instituições renomadas, o profissional precisa saber lidar com os problemas diários e com sua equipe. Um time segue seu líder se achar que ele tem condições de liderar.
 
– Criar um bom planejamento estratégico que envolva todos os jogadores, definindo metas e como atingi-las. Além disso, fornecer condicionamento físico e mental à equipe, pois é preciso equilibrar o emocional com o racional.
 
– Treinar as jogadas ensaiadas. Ou seja, estar preparado para qualquer situação, conhecer o adversário, o que explorar e o que defender. 
 
– Mais do que escolher craques, saber formar o time com os jogadores de base. Um bom time sabe mesclar jogadores com experiência, habilidosos, com alguns talentos a serem formados.
 
– Ouvir a torcida. O que o cliente deseja? Ele está feliz? Por quê o concorrente consegue maiores conquistas?
 
– Tenha olheiros. Contrate pessoas que saibam estudar as mudanças do mercado, acompanhar suas transformações, para, assim, fazer com que a empresa esteja sempre atualizada e atenta.
 
E para você, qual é a tática certa para se tornar um campeão no mercado? Participe da nossa equente! 
 

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Números do sucesso

Mais confiáveis do que a sensibilidade, dados são o caminho para vencer de goleada a concorrência »
 
 
Ladmir Carvalho
 
No futebol, o objetivo de qualquer time é fazer o gol. Nas empresas não é muito diferente. Todas desejam alcançar o sucesso, conquistando clientes e vencendo a concorrência. Mas, independente do método de gestão escolhido por elas, um não pode ser deixado de lado, o levantamento de dados. Criar indicadores, mostrando por meio dos números, os seus pontos fortes e fracos, como está a satisfação do cliente, se há algo mais que ele necessite e qual o comportamento do mercado, permite que ela consiga se planejar melhor e ainda de uma maneira única com todos os seus funcionários. Exatamente, como um time bem alinhado.
 
Para provar os benefícios das estatísticas, Ladmir Carvalho, presidente da Alterdata , explicou que para essa edição da Copa do Mundo, a seleção da Alemanha usou massivamente conceitos matemáticos sobre o próprio time e os adversários. Por meio de análise dos jogos, eles sabiam quais eram os pontos fortes dos outros jogadores, para, então, conseguirem bloquear tais vantagens. “Os jogadores da Alemanha liam essas porcentagens antes dos jogos e sabiam sobre todas as situações. Eles estudaram e isso as empresas devem fazer também”, explica. Inclusive, a Alterdata é exemplo de como é importante a realização dos números. “A gente estuda os concorrentes, como a Alemanha fazia com os outros times, e temos tido sucesso.
 
“Um trabalho feito por meio de indicadores permite que seja criado um ambiente de maior confiança e preparo para imprevistos. Ao contrário do que acreditar apenas na sensibilidade, como explica Carvalho: “a empresa tem que medir tudo e não confiar na sensibilidade. Saber quantos clientes estão abertos, quantos estão felizes ou não, ter números em todos os cantos da companhia, porque só aí vai ser possível saber melhor onde está errando e acertando. Com isso, gera ações muito mais certeiras. Quando você depende de sensibilidade, fica muito mais difícil de acertar e fazer a empresa crescer”.
 
Com os dados, as empresas ainda têm a capacidade de criar um grupo alinhado, em que todos terão acesso à informações, saberão sobre os acontecimentos e quais as metas deverão ser cumpridas. Para isso, é necessário que os objetivos estejam claros a todos. “Para fazer o gol, nós temos que ter todos os elementos da companhia em uma proposta única e só é possível por meio de um planejamento, senão é uma companhia com cada um trabalhando sozinho e isso não cresce”.
 
Além de não ter jogadores perdidos dentro de campo, contar com estratégias únicas também beneficia no relacionamento com clientes. Segundo o executivo, ter uma boa experiência com o público-alvo é ocasionado com a maneira como se comunica com ele. E isto só é possível com uma central de dados únicos, uma vez que será possível passar maiores confianças nas informações, ele se sentirá mais próximo, resultando em uma relação fortificada. “Na Alterdata nós utilizamos um software de gestão único, um CRM, que monitora tudo o que acontece com todos os clientes. Agora, isso tem a ver com a organização. Temos um rigor muito grande, que todo mundo alimente esta aplicação de forma única. Dá a sensação ao cliente que eu sei tudo a respeito dele e, na verdade, sei”, pontua.

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