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Sistema Firjan lança plano para aumentar a competitividade da Indústria de TIC no Rio

By 30 de dezembro de 2014 No Comments

 

Reduzir a burocracia e a carga tributária, melhorar a infraestrutura e aumentar a oferta de mão de obra qualificada. Esses são os caminhos para desenvolver a indústria de Tecnologia da Informação (TIC). É o que mostra a proposta Desafios 2022 – TI e Telecom: Plano de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria Eletrônica, Informática, Telecomunicações, Componentes e Similares do Estado do Rio de Janeiro (Sinditec). Em resposta aos gargalos identificados, a Federação implementará em 2015 um plano de ação com quatro frentes de atuação: inovação, qualificação, negócios e políticas públicas.

O plano foi apresentado em novembro, durante evento realizado pela FIRJAN em parceria com a Sinditec. Na ocasião, foi apresentado também o novo portfólio de produtos e serviços da Federação, que tem como objetivo atender à demanda dos setores clássicos por melhores produtos e serviços em TIC.” A médio prazo, queremos colocar o estado do Rio na vanguarda do setor”, disse Eduardo Eugenio Gouvêa Viera, presidente do Sistema FIRJAN.

Segundos as análises, somente no estado do Rio, o setor tem potencial para atingir, até 2022, um mercado de US$ 30 bilhões.” Com essa nova ação da FIRJAN, temos um pacote de defesa de interesses do software como indústria”, afirma o presidente do Sinditec, Haroldo de Barros Collares Chaves.

Gargalos Identificados

De acordo com Ana Hofmann, coordenadora do Projeto de Desenvolvimento da Indústria TIC do Sistema FIRJAN, o Imposto sobre Serviços (ISS) vigente nas cidades fluminenses é maior do que o de cidade mineiras vizinhas.” Aqui se paga em média de 4% a 5% de ISS, enquanto em cidades como Juiz de Fora a alíquota chegar a ser metade”, assinalou.

A coordenada afirma que a oferta da infraestrutura de telecomunicação no estado é precária, o que dificulta a instalação de empresas de TIC. Como empecilhos para o crescimento do setor, citou ainda a burocracia, na esfera federal, para a abertura e fechamento de empresas, e as leis relacionadas à contratação de serviços de terceiros.” Isso impacta principalmente o desenvolvimento da inovação em TIC. Esses gargalos são pontos sobre os quais vamos trabalhar nos próximos ano”, ressaltou.

Outro desafio é aumentar a oferta de profissionais capacitados para o setor. Segundo a coordenadora, a baixa oferta prejudica diretamente as empresas do setor clássico.” A falta de mão de obra qualificada para as empresas de TIC impacta no atraso de projetos para empresas de todos os demais setores”, explica.

No ano passado,47 mil vagas não foram preenchidas em todos o Brasil. Por causa de gargalos como esse, a Região Sudeste importa serviços de TI.” Temos as maiores empresas consumidoras do país, mas a oferta ainda é inferior à demanda”, explica Ana. Segundo a coordenadora, pesa o fato de o Sudeste estar alguns passos atrás na criação de centros de desenvolvimento de soluções em TIC em relação às regiões Nordeste e Sul do país.

Plano de Ação

O setor TIC está inserido também no Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria Criativa no estado do Rio e Janeiro, do Sistema FIRJAN, que desenvolve ações estratégicas voltadas para setores como arquitetura, moda, design, audiovisual e novas mídias, entre outros. A ideia é promover o crescimento conjunto e integrado desses setores.

Ana Hofman destaca que a FIRJAN fará investimentos em laboratórios, eventos, missões e serviços de apoio à inovação tecnológica. Os serviços abrangem a oferta de cursos em laboratório de animação e estúdio audiovisual, no SENAI Laranjeiras, além da implantação de novo estúdio audiovisual e de produção de áudio, laboratórios e curso técnico de Computação Gráfica, no SENAI Maracanã. No SENAI Petrópolis serão oferecidos cursos de Programação de Jogos Digitais e de Animações.

Os projetos LEGO Educação Tecnológica e SESI Matemática, já oferecidos, reforçam a formação básica e profissionais para a área. O Núcleo de Simulação no CTS Automação e Simulação e o SENAI FabLab, aberto em novembro de 2014, fazem parte das ações da Federação para introduzir essas tecnologias no apoio aos setores industriais e de ensino.

De acordo com o plano, serão ralizados dois seminários de Gestão Empresarial e o Giro TIC 2015.” Vamos oferecer no Giro TIC um panorama do que está acontecendo no setor no mundo, com uma visão ampla para empresas do setor clássico, consumidoras de TIC e empresas produtoras de soluções em TIC”, informou Ana Hodmann.

Na área de inovação, as ações serão de apoio à criação de novas empresas, produtos e setores em TIC, com auxílio “Mapa de Rotas Tecnológicas”. O serviço oferecido pelos Centros de Tecnologia SENAI (CTS) identificará os softwares e hardwares nos quais o Sistema FIRJAN irá investir. Para inovação estratégica, serão selecionados, por meio de uma plataforma on-line de vigilância tecnológica, softwares e hardwares utilizados pelos setores da construção civil e subsea.” O empresário poderá saber quais são as empresas que utilizam a tecnologia e acompanhar o comportamento do mercado com relação a sua adoção”, destacou ela.

O plano prevê a criação, nos próximos meses, do Comitê Técnico Setorial TI, que será integrado por especialistas de empresas de desenvolvimento de TI, técnicos e pedagogos do SENAI, órgãos representativos e universidades, que vão avaliar e propor outras ações. “As empresas do setor estão convidadas a participar e podem candidatar por intermédio do site do Sinditec – www.sinditec.org.br”, informou a coordenadora do Projeto.

Empresários Otimistas

Para Marcelo Erthal, diretor da ímpeto, a parceria entre o Sistema FIRJAN e o Sinditec para eliminar os gargalos trará benefícios ao setor. “As empresas de TI do Rio têm um gap de competitividade. O plano nos dá oportunidade de usar a força da FIRJAN para conquistarmos nossos objetivos”, disse Erthal, que integra o Conselho Empresarial de Jovens Empresários do Sistema FIRJAN.

Para Rodolfo de Paula, diretor de Tecnologia da i-Hunter,a indústria dos TICs no Rio tem a vantagem de estar próxima de parques tecnológicos e de universidades. ” A base acadêmica aqui é grande.Com esse plano de ação da FIRJAN, as empresas poderão contar, num futuro próximo, com condições mais favoráveis para fazer frente às novidades do mercado”, ressaltou.

Ladmir Carvalho, diretor executivo da Alterdata, disse que o trabalho da FIRJAN lança luz sobre o tema e aponta tendências.” Temos chances de o estado voltar a ser o grande centro de TI do país, como era no passado. O Rio tem centenas de empresas deste setor que podem retomar seu crescimento”, observou Carvalho.

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