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Novo aplicativo permite simulação de todo o sistema arterial humano

By 31 de março de 2014 No Comments

 

Com o avanço da tecnologia, a medicina está cada dia mais fazendo uso de modelos computacionais com vistas à reprodução de todo corpo humano. Neste sentido, um aplicativo promete mudar a maneira de enxergar o sistema cardiovascular. Criado em um ambiente de visualização em 3D, o programa possibilita uma simulação completa de todo o sistema arterial humano. O projeto foi desenvolvido em Petrópolis, pelo pesquisador Pablo Javier, em conjunto com outros pesquisadores do Laboratório Nacional de Computação Científica, o LNCC, e pode ser acessado livremente por qualquer pessoa a partir de um browser com suporte WebGl, no endereço http://hemolab.lncc.br/adan-web/.

 

O aplicativo pode ser utilizado para fornecer informações precisas sobre a circulação sanguínea em todas as partes do corpo humano. Além disso, pode também ser calibrado para pacientes específicos ou para pacientes com características comuns, desde que sejam fornecidas informações médicas sobre o estado hemodinâmico do paciente ou da população em questão. Segundo Pablo, que é também professor de mestrado em Engenharia da Universidade Católica de Petrópolis, o sistema Adan-Web, construído com base no modelo Anatomically Detailed Arterial Network (Adan), pode tornar-se um diferencial no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares – responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no Brasil anualmente.

 

No total, o aplicativo possui a descrição anatômica de 2.142 artérias, abrangendo a todas as citadas como referência nos livros de anatomia. Surgiu para atender as necessidades médicas de abordar problemas cada vez mais complexos de uma maneira acurada, e está na web para todos os interessados em estudar e compreender de maneira mais simples a hemodinâmica do sistema cardiovascular humano – por hora, de maneira gratuita.

 

O Adan-Web tem aplicações específicas para a análise de risco de infarto do miocárdio e de risco de acidentes cerebrovasculares. “No caso da análise de risco de infarto do miocárdio, as informações extraídas do modelo permitem dar um diagnóstico mais acurado que uma simples tomografia computadorizada. Isso visa à tomada de decisões, envolvendo procedimentos cirúrgicos de implantação de stents, por exemplo”, esclarece o pesquisador.

 

Também coordenador do Laboratório de Hematologia e Análises Clínicas, o HeMoLab,Pablo explica que quando o aplicativo foca nas artérias coronárias, que suprem sangue ao coração, é possível estimar o risco de infarto por índices cardiovasculares bem estabelecidos. “Atualmente é calculado a partir de medidas invasivas e exames caros. No caso dos acidentes cerebrovasculares, o modelo permite, ainda, analisar aspectos, como danos materiais, que, em última instância, levarão à ruptura da artéria e à subsequente hemorragia”, completou.

 

Para colocar o projeto no ar, foram quase quatro anos de trabalho. Três anos para a criação do modelo e oito meses na elaboração do aplicativo.

 

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