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Ministro Moreira Franco visita GE

By 8 de setembro de 2014 No Comments

 

 
O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, em visita ao complexo industrial da GE Celma, em Petrópolis, recebeu o anúncio de que a quarta unidade da indústria será construída no município e terá o objetivo de atender ao Boeing 787, o maior avião do mundo. A instalação fortalece a indústria aeronáutica brasileira, que vive um período de franca expansão.
 
“Nossa indústria da aviação está em transformação. Esse processo não pode parar. Essa fábrica é importante para o país”, afirmou o ministro, durante o encontro no polo tecnológico, em que acompanhou a montagem e revisão desses motores.
 
A GE Celma é a segunda maior companhia do mundo no segmento de reparo, revisão e construção de turbinas, sendo a maior do Brasil.A empresa gera 1.200 empregos diretos, além de 400 terceirizados, e atende frotas das companhias aéreas Azul, Latam, United, Fedex e Southwest, com cerca de 360 a 400 procedimentos em turbinas por ano – 90% do volume de trabalho vem do exterior.
 
O empreendimento será responsável por fazer 150 reparos e revisões de turbinas a cada ano com foco no motor chamado GENX (New Generation), do Boeing 787. Além das três unidades em Petrópolis, a fábrica tem um banco de provas no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com um espaço em que testa a turbina acoplada a um avião.
 
A indústria aeronáutica brasileira, segmento classificado entre os três maiores exportadores do país, vive um período de forte produção e exportação de alta tecnologia para países avançados. Liderada pela Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.), a terceira maior fabricante de aeronaves domundo, a indústria registrou, em 2013, uma receita estimada em US$ 7 bilhões, segundo números da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB). Em 2012 a indústria aeroespacial e de defesa brasileira exportou o equivalente a US$ 6 bilhões – 85% desse valor veio da Embraer. O segmento está concentrado, principalmente, no interior do Estado de São Paulo, e emprega cerca de 30 mil pessoas.
 
No evento em Petrópolis, foi anunciada a expansão da fábrica, que, inclusive, já recebeu uma turbina de uma empresa de aviação da Índia para iniciar os trabalhos. Há 63 anos no Brasil, a GE Celma é responsável pela fabricação, reparo e manutenção de turbinas aeronáuticas de uso comercial e militar, além de produção de sistemas mecânicos e elétricos para aeronaves.
 
O segmento aeronáutico brasileiro, aliás, fabrica produtos como aviões, helicópteros, motores, componentes e peças, equipamentos de radiocomunicação e navegação, conjuntos e partes estruturais, sistemas e equipamentos embarcados e para o controle do tráfego aéreo.Além disso, oferece serviços de manutenção, reparo e revisão de aeronaves, motores, componentes e equipamentos de sistemas de bordo. Por fim, realiza serviços de projeto e engenharia.
 
A Embraer, por exemplo, teve uma receita líquida de R$ 13,6 bilhões em 2013 – 12% maior do que em 2012.No ano passado, o lucro líquido da empresa que tem19.278 empregados e entregou 215 aeronaves foi de R$ 777,7 milhões.
 
A presidente Dilma Rousseff também assinou com a fabricante, em junho deste ano, um contrato de R$ 7,2 bilhões para a produção de 28 unidades da aeronave KC-390 para a Força Aérea Brasileira (FAB). A previsão é que a Embraer fature US$ 50 bilhões com a venda do KC-390 no mercado internacional, a partir de 2016.
 
Um dos grandes empecilhos é ainda a chegada de peças que vêm de outras subsidiárias como, por exemplo, para a montagem das turbinas do avião regional chinês AEJ21. As partes vêm da fábrica da GE em Cincinnatti, que fica nos Estados Unidos, e chegam ao país por Viracopos. De Campinas elas vêm para cá de caminhão em uma viagem de mais de 10 horas, enquanto poderiam chegar diretamente pelo Galeão.
 
“Ainda não vejo essa necessidade, mas acredito que a própria Celma vai se manifestar e se adequar para colocar em prática essas mudanças”, desconversou o ministro Moreira Franco.
A GE Celma agilizaria a chegada das peças e tambémentrega de motores caso houvesse mais disponibilidade de voo de carga no Rio de Janeiro. Segundo o presidente da subsidiária em Petrópolis, Julio Talon, a preferência por Viracopos, em São Paulo, se deve ao número de voos internacionais com transporte de carga.
 
“Em Viracopos há voos saindo para os Estados Unidos todos os dias. E nós recebemos e enviamos a demanda de um a dois motores por dia. No Galeão ainda não tem essa disponibilidade. Mas nós teríamos o maior interesse como alternativa de logística, já que agilizaria ainda mais a entrega de motores, por exemplo. Nós trabalhamos muito com prazos e a disponibilidade de mais voos de transporte de carga para o Rio seria um adianto”, disse.
 

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