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GE Celma projeta crescimento de 40% até 2021

By 13 de junho de 2019 No Comments

 

Estimativa foi dada pelo CEO da empresa, Júlio Talon, em evento realizado nesta quarta-feira

Durante o evento que marcou a formalização do Serratec enquanto associação, o presidente da GE Celma, Júlio Talon, deu uma boa notícia: mantendo a boa fase atual, a empresa pretende crescer 40% até o ano de 2021. Em palestra realizada na manhã de ontem , no LNCC, Talon lembrou o histórico da empresa e destacou que a formação da mão de obra foi fundamental nesse processo.

– Em 1996, a GE comprou a totalidade da Celma. Estávamos em um bom momento até a crise gerada com o atentado nas torres gêmeas do World Trade Center, em 2001, que trouxe um colapso para o setor de aviação. Para se ter uma ideia, em 2003 e 2004, nós revisamos apenas 30 turbinas. A empresa demitiu 60% da força de trabalho e teve que se reinventar. O caminho foi mudar de estratégia, apostando mais no mercado internacional, focando como empresa exportadora e buscando novos mercados. Além disso, percebemos que a capacitação da mão de obra era fundamental, pois havia a perspectiva de ser maior, mas precisávamos estar mais bem preparados – disse.

Neste contexto, a GE Celma desenvolveu uma parceria com a Firjan Senai e trouxe o curso Edapa para formar profissionais na área de aviação. Para se ter uma ideia, o tempo de preparação para a atuação neste segmento é de cinco anos: um ano apenas de teoria; outro com atividades práticas, na oficina, como estágio; e, quando o funcionário é contratado, ainda precisa ficar outros três anos sob supervisão. Somente após este período, o mecânico de motores pode atuar sozinho.

Com esta postura, a empresa deu um salto: da única oficina, dos 300 funcionários e R$ 100 milhões de faturamento anual em 2004, a empresa hoje passou a ter cinco unidades em três cidades diferentes, com 2,9 mil trabalhadores, 540 motores revisados e recorde em faturamento: cerca de US$ 2,5 bilhões. E a perspectiva para o futuro é promissora. E acabou também a dependência do mercado interno: hoje, 95% do volume de trabalho da companhia vem de fora do país.

– Hoje nós entendemos que os investimentos precisam ser ampliados, e que as perspectivas são fantásticas para os próximos anos, com a possibilidade de abrir mais oportunidades de trabalho, chegando a 700 motores revisados por ano até 2021. E o segredo para isso é um só: continuar investindo na capacitação independente do momento econômico vivido pelo país. Muitas empresas erram ao reduzirem investimentos na qualificação em momentos de crise e, quando a economia melhora, a empresa está fora do jogo – disse.

Presidente da representação regional da Firjan em Petrópolis, Talon destacou ainda um grande diferencial de Petrópolis: a capacidade de formação da mão de obra não apenas do ponto de vista acadêmico, mas também sobre comprometimento e atitudes pró-ativas.

 

fonte: Diário de Petrópolis

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