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Empresas do setor de tecnologia de Petrópolis se unem para driblar a crise

By 18 de julho de 2016 No Comments

 

Empresários do Parque Tecnológico da Região Serrana (PTRS) resolveram se unir para driblar a crise enfrentada por todo país e levantar a economia de Petrópolis. A ideia é divulgar o polo de tecnologia da cidade, torná-lo cada vez mais conhecido e atrair novas empresas para a região. O objetivo é gerar novos postos de trabalho e valorizar ainda mais o setor na cidade, que já é referência em tecnologia. O grupo acredita que a área de TI e Telecom representa também uma alternativa para, não só suprir, como superar a queda que os governos tiveram com o petróleo.

 

As ações já começaram a surtir efeito. Na última semana, duas empresas reconhecidas internacionalmente sinalizaram interesse em instalar filiais na Cidade Imperial. Representantes da YEP, uma operadora de telecomunicações, e da Central 24 horas, um dos principais fornecedores de soluções de Contact Center e TIC do país, estiveram em Petrópolis para uma rodada de negócios.

 

O município se torna atrativo por ter o único Parque Tecnológico do estado e ser o principal formador de mão de obra do setor no Rio. Além disso, conta com incentivos fiscais para empresas de tecnologia, laboratórios de pesquisa, centros e empresas de referência, e ainda abriga o supercomputador da ATOS/BULL, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

 

Segundo Alexandre Macedo, um dos diretores da Info4, empresa que 10 anos atrás decidiu apostar em Petrópolis, sabendo do potencial da cidade, os empresários do ramo decidiram buscar alternativas, por conta própria, e estão organizando ações, como fomentar novos negócios, convidar empresários de fora para eventos, etc. “Novas empresas empregam, trazem negócios, fazem girar a economia”.

 

Em geral, as empresas tiveram uma queda de 30% com a crise enfrentada pelo Brasil. “Estamos organizando ações para reduzir essa crise”, explicou Marcelo Carius, diretor da Neki IT. Já o diretor da Orange, George Paiva, lembrou que a área de tecnologia representa uma saída para recuperar o país. “É um setor que não depende de energias naturais, otimiza os processos já existentes, traz redução de custos”, disse.

 

Em Petrópolis são mais de 100 empresas de tecnologia, com um faturamento de R$ 700 milhões por ano e mais de mil funcionários.

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