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Empresários de TI juntam forças para levar o Rio de volta a seu papel de centro nacional de tecnologia

By 17 de dezembro de 2015 No Comments

 

Apesar da crise, muitas conquistas. Em seu tradicional jantar de fim de ano, o Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (TI Rio) reuniu autoridades, empresários e funcionários das empresas, com o objetivo de reforçar a ideia de que o setor é de fundamental importância para o desenvolvimento do país. o presidente do TI Rio, Benito Paret, lembrou que a tecnologia da informação brasileira nasceu no Rio de Janeiro. “Aqui estamos querendo marcar posição. A saída da crise é a nossa inteligência, nossa capacidade. Temos a obrigação muito maior de enfrentar o que vem pela frente e termos realmente nossa capacidade de liderança novamente exercida. O Rio de Janeiro fez história, faz presente e o futuro depende essencialmente de nós” – afirmou. O fim da reserva de mercado no início dos anos 90, sem a preparação adequada das empresas aqui situadas, disse Paret, foi um baque na tecnologia da informação do Rio, pois desestruturou o setor. Ele lembrou que, do fim dos anos 1960 até os anos 1980, 70% dos softwares usados no Brasil eram produzidos no Rio de Janeiro. Nesse momento, crê, é necessário usar a capacidade criativa, independentemente da falta de recursos financeiros, para resgatar a história: “Já temos a inteligência, as cabeças. Por isso, estamos nos organizando, juntando forças, e esse evento é um símbolo da nossa mobilização” – convocou o presidente. Paret destacou a importância das entidades parceiras como a Assespro, a Brasscom, a Fenainfo, a Softex, e, em especial, a Riosoft, instituição coirmã, segundo afirmou. Outras destacadas foram, o Sebrae-RJ, o Sescon-RJ, o Sicoob Empresas RJ, a Firjan, o CDL Rio, a ACRJ e inúmeras entidades conveniadas, como a Linkedin, Mediare, Unimed e instituições de ensino.
 

Em seu discurso, listou ainda as principais realizações da entidade em 2015, como a ampliação da sua base de currículos em parceria com a rede social Linkedin; o convênio com o Ministério de Trabalho para aumentar as contratações de pessoas com deficiência, a criação do programa de tv #rioinfo e a campanha de coleta de lixo eletrônico, realizada há quatro anos e que em 2015 recolheu 12 toneladas. No jantar, no Clube Ginástico Português, também foram entregues os prêmios da Copa TI Rio de futebol, vencida pela equipe da Alterdata.
 
Em busca de incentivos
 
Para o presidente da Alterdata, empresa com 1,1 mil empregados, 900 dos quais sediados em Teresópolis, Ladmir Carvalho, o Rio tem condições de voltar a ser o centro da tecnologia do Brasil, mas precisa de mais incentivo: “Precisamos do governo. As empresas daqui gastam mais do que as de São Paulo. Os custos com telecomunicações aqui são mais caros. Isso cria uma diferença de competitividade” – disse Carvalho. A Alterdata é a maior empresa do Estado no interior o que, afirma Ladmir, é a prova de que é possível ter uma companhia grande fora do centro: “Pode-se criar polos de tecnologia em qualquer lugar.”
 
Vanguarda, Inovação e arte
 
Vice-presidente da Firjan e presidente do conselho deliberativo do Sebrae/RJ, Ângela Costa destacou que o Rio de Janeiro tem perfil de vanguarda, já que a tecnologia da informação no Brasil deu os primeiros passos na cidade. – Temos o poder da inteligência para a inovação. Mas para concretizar o avanço e o desenvolvimento, é preciso resgatar e voltar a ser um centro de TI. Já temos laboratórios, centros pensantes e instituições aglutinadoras das empresas, como Sebrae e Firjan, entre outras, têm que se unir para pegar a inteligência e resgatar essa característica. Não é difícil, só está faltando sinergia. As instituições estão trabalhando, mas separadamente. É necessário que elas se unam para formar um grande bloco a trabalhar com o governo. O superintendente do SebraeRJ, Cézar Vasquez disse que em termos numéricos, o Rio tem carência de empresas de tecnologia da informação por questões macroeconômicas. Em compensação, afirma, há intercâmbio e mistura de pessoas e de ideias: “O pessoal de TI conversa com o de design, de moda, de publicidade digital… Existe uma integração fácil, e essa mistura é muito legal. A área de tecnologia requer criatividade com visão artística e, nesse sentido, o Rio é um espaço particular. Estamos bem na foto, mas precisamos melhorar a divulgação.” Ele crê que criatividade com visão artística é a fórmula para o Rio se destacar no segmento de tecnologia da informação. Ele classificou 2015 como o “ano que não começou e que não sabemos quando vai acabar” e disse que, apesar das Olimpíadas, talvez 2016 não seja suficiente para compensar.

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