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Computador de alto desempenho traz projetos de pesquisa para Petrópolis

By 8 de setembro de 2015 No Comments

O maior supercomputador da América Latina deverá entrar em operação em um mês. Importado da França e criado pelas empresas Atos e Bull, o Computador de Alta Performace Atos (Atos HPC), que tem um processamento de 1,1 quatrilhão de operações por segundo, está sendo montado numa estrutura afixada dentro do prédio da sede do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), no bairro Quitandinha.
 
O Atos HPC, batizado de Santos Dumont, será responsável pela consolidação de Petrópolis como um polo tecnológico das Américas do Sul e Central. O sistema poderá ser utilizado por empresas privadas, para realização de pesquisas científicas nas diversas áreas de estudo, e já existem projetos para pesquisas na área de biologia molecular, bioinformática, meteorologia, medicina assistida por computação e também na parte de engenharia. “Qualquer empresa ou instituição que precisar utilizar um sistema avançado para pesquisa de computação de alto desempenho poderá utilizar o supercomputador. A ideia é trazer várias dessas empresas de ponta para Petrópolis”, explicou o coordenador de TI (Técnico em Informática) do LNCC, Wagner Vieira. Outras áreas também como desenvolvimento humano podem se beneficiar com esse equipamento, como o sequenciamento de DNA na medicina para previsão de doenças ou na modelagem de reservatórios para a indústria de petróleo e gás, além de outros exemplos. Como o aparelho, dividido em dois contêineres, realiza uma infinidade de operações por segundo, está sendo montada uma estrutura cercada de outros equipamentos, como um prédio que abriga uma sala de nobreakes, e uma área de geradores, para suportar possíveis faltas de energia elétrica, além de um sistema duplo de refrigeração com água gelada de alta tecnologia, para arrefecimento do interior da máquina e também dos processadores. “A instalação é complexa porque precisa dessa estrutura preparada para que não tenhamos problemas. Os nobreakes servem para sustentar o processador enquanto os geradores são ligados, numa possível queda de energia. Os refrigeradores estarão ligados para que o equipamento não superaqueça. Estamos fazendo também uma cobertura de telha para proteger o computador de intemperes como chuva ácida e fezes de animais, que possam causar corrosão na estrutura do aparelho”, contou o arquiteto Fernando Henrique da Costa, que acompanha o projeto.
 
Além da instalação, a empresa Bull montou um centro de pesquisas num outro anexo do LNCC, onde já atuam dois pesquisadores, sendo um petropolitano e um francês, que aguardam o início da operação do computador para consolidar o início das pesquisas.
 
Para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), o computador servirá não só para efetuar análises e testes de hipóteses, como também permitirá aos pesquisadores comprovar por meio de simulações a viabilidade e assertividade de testes, acelerando e elevando o nível das conclusões acadêmicas apresentadas nos trabalhos desenvolvidos pela comunidade científica brasileira.
 
Por que em Petrópolis?
 

Desde sua concepção, o projeto sempre esteve atrelado ao Sinapad (Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho). Pelo fato do LNCC ficar em Petrópolis e ser a sede do Sinapad, tendo programas e pós graduações na área de HPC, a escolha de Petrópolis foi natural, de acordo com o porta-voz da empresa Atos, Felipe Velloso, em entrevista concedida à Tribuna. “A escolha de Petrópolis foi fundamental porque o laboratório (que fica na cidade) tem uma estrutura completa para receber o equipamento”, contou.
 
A tecnologia do Supercomputador mostra que o Brasil participará ativamente do desenvolvimento da tecnologia dos HPCs, absorvendo conhecimento técnico de alto nível. “O objetivo é que exista um salto tecnológico consistente, acelerando a absorção do que existe de mais moderno no planeta referente ao desenvolvimento da tecnologia para computadores de alta performance. Assim, a cidade se firma como importante polo tecnológico”, concluiu Felipe.

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