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Alerta, pelo celular, na hora de tomar remédio

By 11 de março de 2013 No Comments

 

A Faculdade de Medicina de Petrópolis/Fase e a Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faeterj, antigo Instituto Superior de Tecnologia) firmaram, na tarde de ontem, uma parceria para viabilizar um projeto apresentado pela aluna Alli Gomberg, estudante do 4° período de medicina na FMP.

 

A ideia é criar um programa capaz de lembrar os pacientes cadastrados em Postos de Saúde da Família (PSF), via mensagem de texto para celular, a importância de tomar os medicamentos nos horários corretos e de não abandonar o tratamento. O termo de cooperação foi assinado no evento que comemorou os cinco anos do Centro Cultural da FMP, onde são desenvolvidos projetos como o SMS Saúde.

 

Inicialmente, o mecanismo será direcionado a pacientes que sofrem de hipertensão, caso em que o controle feito através de remédios é essencial para a melhora do quadro. Segundo o orientador da Faeterj no projeto, Eduardo Krempser, a expectativa é que o projeto piloto esteja pronto até o início do segundo semestre. Renan Christ é o aluno da Faeterj responsável pelo desenvolvimento do dispositivo. “Esta é uma parceria onde os alunos das duas instituições saem ganhando”, disse o orientador, sem esquecer o que a novidade pode significar para a saúde pública da cidade. A região e o número de pessoas que devem ser inicialmente beneficiadas com o SMS Saúde ainda não estão definidos, mas a diretora da FMP/ Fase, Maria Isabel Sá Earp, destaca que “a FMP atua em cinco PSFs de Petrópolis, o que soma aproximadamente 400 famílias”.

 

A aluna Alli Gomberg, que faz estágio num PSF, cumprindo a grade curricular do curso de medicina, e visita as casas dos pacientes para acompanhar a evolução do tratamento, percebeu que diante da suposta melhora do quadro as pessoas tendem a abandonar a terapia com medicamentos. A atitude causa impacto negativo não só na saúde do próprio paciente, como também na saúde pública, já que o agravamento do caso gera custos mais altos e pode levar a pessoa à invalidez – o que onera os cofres públicos com o pagamento de benefícios da Previdência Social. Carlos Gazanego, que atua no PSF do bairro Boa Vista, é o médico responsável por acompanhar o projeto.

 

“A intenção é desenvolver uma tecnologia eficiente e barata”, explicou Lucimar Cunha, coordenadora de pesquisas da Faeterj. O desafio, como lembra Eduardo, é atender às reais necessidades mostradas por quem lida direto com o problema. Questões como quantos disparos serão feitos por dia, horário e forma de se comunicar ainda estão sendo avaliados pelos profissionais. O coordenador da Faeterj, Márcio Campos, acrescentou que “a tecnologia vai além da automação do controle, podendo ser usada também para a transformação de uma realidade e para a aproximação de pessoas”.

 

Durante o evento, o coordenador de projetos especiais da FMP/Fase, Ricardo Tammela, fez um resumo dos principais projetos desenvolvidos no Centro Cultural em cinco anos de existência. Ele falou dos projetos fixos que acontecem no local – Quintas Culturais, Sessão Curta Pipoca, Café Filosófico Quântico, Projeto Livro Solto e Anel de Solidariedade -, além de apresentar as próximas ideias a ser desenvolvidas, dando destaque ao SMS Saúde.

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis

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